Assuntos que estão em alta, com os quais o governo Temer
ganhou admiração pelo suposto ato de coragem, estamos falando da PEC do Teto
dos gastos, recentemente aprovada pelo Senado, e a PEC da reforma
previdenciária. Ambas propostas afetam diretamente a popularidade do
presidente, eu vejo muitas pessoas que opinam que estas providencias são
drásticas porém necessárias, mas eu me pergunto: Porque o povo sempre acaba
pagando a conta do governo? Sei que esta é uma pergunta muito clichê, porém
verdadeira.
Sem querer fazer alusão à fala que foi utilizada pelos
senadores da oposição em citação ao governador de SP Geraldo Alckmin, “a conta
não fecha” em nossa singela cabeça de contribuintes, como um país com um PIB
tão gigante como o nosso, por muitas vezes citado como a 8ª potência econômica
mundial, pode estar sofrendo com orçamento anual do governo e com Previdência
Social? Já somos piada no exterior.
Muitos intelectuais afirmam que não se pode mexer na
hierarquia da distribuição de renda do governo (como a pirâmide de Maslow), mas
será que este não é um caso de competência em governança? Será que não é o caso
de redistribuir com inteligência e pegar pesado na fiscalização de problemas
que estão diante de nossos narizes, por exemplo, as fraudes na
previdência (todo mundo conhece um malandro que se aposentou na mão grande ou
fingiu de louco), a corrupção em licitações e nos congressos e etc...
Sei que o brasileiro já está culturalmente habituado a pagar
a conta (o famoso “tem quem pague”), seja
no boom imobiliário, seja no aumento do combustível, seja no preço do feijão e
infelizmente com certeza irá pagar a conta da incompetência na administração
dos nossos recursos.
Deixando claro que este assunto não é uma questão de disputa
partidária, mas sim uma reflexão política. Sejamos a diferença no meio do mar
de gente.
Por hoje é só!

Verdades bem colocadas. Fazer a diferença no meio do mar de gente é o começo pra fazer a diferença na tomada de decisão de quem nos governa. Quando o povo se levantar da maneira correta com voz ativa e não só barulho e "festa" a coisa muda.
ResponderExcluirCertamente este é o nosso maior poder!
ExcluirÉ cultural o povo pagar a conta.
ResponderExcluirÉ cultural o povo pagar a conta.
ResponderExcluirÉ cultural o povo pagar a conta.
ResponderExcluirPois é, o ruim é que a atitude infelizmente tem muito apoio indireto.
ExcluirAs reformas só funcionam quando são feitas para todos, mas sabemos que nesse caso muitos que deveriam pagar o preço não entrarão na reforma. Triste que o Brasil continue sendo um pais de poucos e que a massa apenas reproduz o que vê e ouve. Me sinto um Winston, de 1984, vendo tudo acontecer e nada podendo fazer.
ResponderExcluirDe acordo, queria eu ter congelado por 20 anos meu salário de R$ 30.000,00 + VTC (vale-todas-as-coisas) rs.
ExcluirDiogo, a proposta do limite de gastos é exatamente para evitar que o povo pague a conta, o país está quebrado, oferece assistencialismo a rodo, não tem mais de onde tirar dinheiro, a única maneira seria aumentando ainda mais a carga tributária, felizmente a PEC 241 vai limitar a quantia de dinheiro disponível que vem do contribuinte e vai parar nas mãos dos politicos, isso é ótimo. O Brasil é um dos países que mais investe em saúde e em educação comparado ao PIB, o problema não tá na quantia investida, mas sim na administração desse dinheiro.
ResponderExcluirE sobre o INSS, ele não se sustenta porque é uma pirâmide, os jovens que entram hoje estão pagando aa aposentadorias dos que já estão aposentados, não existe uma conta individual para cada pessoa, outro problema é o que o Brasil está se tornando um país cada vez mais "velho", logo, não haverá mais tantos jovens para pagarem as aposentadorias dos mais velhos. A reforma é necessária!
ResponderExcluirRespeito sua opinião, obrigado por comentar!
ExcluirAgradeço sua observação, porém gostaria que você analisasse melhor a mão dupla do nosso orçamento, pois o que já arcamos em tributação não mudará, porém o retorno do nosso investimento será limitado, será que já temos retorno suficiente sobre o que pagamos? você tem razão quanto ao que precisamos é melhor administração do dinheiro, em termos práticos: Se hoje o governo libera para uma escola R$ 50.000,00/mês, porém na prática sabemos que chega a escola em torno de R$ 15.000,00, faltou administração para saber para onde foram os outros R$ 35.000,00, ou seja, a solução para mim não seria congelar ou até diminuir a verba dessa escola.
ResponderExcluirObrigado pelo comentário meu amigo!
Então, Diogo, os investimentos não serão congelados e nem irão sofrer cortes como ocorreram no governo Dilma, por exemplo, eles serão reajustados de acordo com a inflação do período, ou seja, estará sempre aumentando ano a ano, mas dentro de um limite para que não seja gasto aquilo que não temos. Também é bom lembrar que a maioria dos investimentos em educação são de responsabilidade dos governos estaduais e das prefeituras, que não serão atingidas pela PEC. Abraço!
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