Olá !
Primeiramente, um Feliz dia do Empresário Contábil atrasado para
quem couber!!!
(celebrado dia 12 de janeiro)
“Segundamente”, gostaria de registrar as dificuldades
peculiares atuais dos profissionais da área fiscal, mas antes vou definir quem
é este profissional, pois até hoje a maioria dos meus amigos não sabem muito
bem o que eu faço rs (neste segmento que é minha especialidade).
Eu particularmente gosto de definir esta profissão como o
intermediador do relacionamento entre contribuintes e o fisco. É aquele
profissional que estuda constantemente as leis fiscais e tributárias para
entregar com exatidão declarações (obrigações acessórias) ao governo, ele mantém
organizado os livros de operações fiscais e termos de ocorrência e assessora os
procedimentos fiscais das empresas a fim de evitar erros, fiscalizações e etc
(costumo separar as obrigações fiscais, das obrigações tributárias, então vou
parar por aqui)...
Para começar, uma grande dificuldade é o fato deste
profissional nunca terminar seus estudos e suas pesquisas, pois os tipos de
segmentos de mercado parecem infinitos e para cada um, há tratamento fiscal
diferenciado, além das legislações que mudam o tempo inteiro, o Brasil segundo
a revista “Consultor Jurídico”, é o país que mais despende de horas das
empresas para cumprir com suas obrigações fiscais, são 2,6 mil horas por ano.
Porém o problema maior é que ninguém sabe o que o analista fiscal faz e consequentemente
seu salário está sempre defasado em relação a sua responsabilidade e a
complexidade do trabalho que exerce.
Em 2014 o Centro Universitário Paulistano – UNIPAULISTANA abriu
o 1º curso superior de Gestão Fiscal e Tributária do Brasil, mas logo em janeiro
de 2016 eu ingressei neste curso, feliz da vida, pois finalmente a profissão
começa a ser reconhecida, porém logo no final de 2016 o MEC baixou uma portaria
uniformizando a classificação dos cursos de graduação superior e mais uma vez o
reconhecimento deste profissional foi-se pelo ralo, o curso para quem ingressa
este ano, agora é incorporado à Gestão Financeira (com ênfase em Fiscal e
tributária).
Outro grande desafio da profissão é o fato de nos deparar
com muitas situações nas quais resumidamente, o problema foi do governo
(exemplos: sistemas do governo que não funcionam, servidor da SEFAZ fora do ar,
erro do atendente do posto ou agência fiscal, etc..) porém quem deve dar a volta por cima e
resolver a questão é você (o analista fiscal), mesmo que a solução seja o
pagamento do ônus gerado pelo problema, são simplesmente os ossos do ofício.
Apesar dessas e outras diversas dificuldades enfrentadas, o
profissional fiscal segue uma vocação forçada, geralmente o mercado o “joga”
para esta área, até hoje eu nunca conheci uma criança que dissesse: - Mamãe
quando eu crescer eu quero ser um Analista Fiscal e Tributário! Mas o fato é
que quem se descobre nessa área, realmente se apaixona (por mais difícil que eu
tenha feito parecer).
Força companheiros!

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