sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Contenção de Gastos ou Negligência de Gestão?

      

             Assuntos que estão em alta, com os quais o governo Temer ganhou admiração pelo suposto ato de coragem, estamos falando da PEC do Teto dos gastos, recentemente aprovada pelo Senado, e a PEC da reforma previdenciária. Ambas propostas afetam diretamente a popularidade do presidente, eu vejo muitas pessoas que opinam que estas providencias são drásticas porém necessárias, mas eu me pergunto: Porque o povo sempre acaba pagando a conta do governo? Sei que esta é uma pergunta muito clichê, porém verdadeira.

               Sem querer fazer alusão à fala que foi utilizada pelos senadores da oposição em citação ao governador de SP Geraldo Alckmin, “a conta não fecha” em nossa singela cabeça de contribuintes, como um país com um PIB tão gigante como o nosso, por muitas vezes citado como a 8ª potência econômica mundial, pode estar sofrendo com orçamento anual do governo e com Previdência Social? Já somos piada no exterior.

              Muitos intelectuais afirmam que não se pode mexer na hierarquia da distribuição de renda do governo (como a pirâmide de Maslow), mas será que este não é um caso de competência em governança? Será que não é o caso de redistribuir com inteligência e pegar pesado na fiscalização de problemas que estão diante de nossos narizes, por exemplo, as fraudes na previdência (todo mundo conhece um malandro que se aposentou na mão grande ou fingiu de louco), a corrupção em licitações e nos congressos e etc...
Sei que o brasileiro já está culturalmente habituado a pagar a conta (o famoso  “tem quem pague”), seja no boom imobiliário, seja no aumento do combustível, seja no preço do feijão e infelizmente com certeza irá pagar a conta da incompetência na administração dos nossos recursos.
              
              Deixando claro que este assunto não é uma questão de disputa partidária, mas sim uma reflexão política. Sejamos a diferença no meio do mar de gente.


Por hoje é só!

13 comentários:

  1. Verdades bem colocadas. Fazer a diferença no meio do mar de gente é o começo pra fazer a diferença na tomada de decisão de quem nos governa. Quando o povo se levantar da maneira correta com voz ativa e não só barulho e "festa" a coisa muda.

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    1. Pois é, o ruim é que a atitude infelizmente tem muito apoio indireto.

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  3. As reformas só funcionam quando são feitas para todos, mas sabemos que nesse caso muitos que deveriam pagar o preço não entrarão na reforma. Triste que o Brasil continue sendo um pais de poucos e que a massa apenas reproduz o que vê e ouve. Me sinto um Winston, de 1984, vendo tudo acontecer e nada podendo fazer.

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    1. De acordo, queria eu ter congelado por 20 anos meu salário de R$ 30.000,00 + VTC (vale-todas-as-coisas) rs.

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  4. Diogo, a proposta do limite de gastos é exatamente para evitar que o povo pague a conta, o país está quebrado, oferece assistencialismo a rodo, não tem mais de onde tirar dinheiro, a única maneira seria aumentando ainda mais a carga tributária, felizmente a PEC 241 vai limitar a quantia de dinheiro disponível que vem do contribuinte e vai parar nas mãos dos politicos, isso é ótimo. O Brasil é um dos países que mais investe em saúde e em educação comparado ao PIB, o problema não tá na quantia investida, mas sim na administração desse dinheiro.

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  5. E sobre o INSS, ele não se sustenta porque é uma pirâmide, os jovens que entram hoje estão pagando aa aposentadorias dos que já estão aposentados, não existe uma conta individual para cada pessoa, outro problema é o que o Brasil está se tornando um país cada vez mais "velho", logo, não haverá mais tantos jovens para pagarem as aposentadorias dos mais velhos. A reforma é necessária!

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  6. Agradeço sua observação, porém gostaria que você analisasse melhor a mão dupla do nosso orçamento, pois o que já arcamos em tributação não mudará, porém o retorno do nosso investimento será limitado, será que já temos retorno suficiente sobre o que pagamos? você tem razão quanto ao que precisamos é melhor administração do dinheiro, em termos práticos: Se hoje o governo libera para uma escola R$ 50.000,00/mês, porém na prática sabemos que chega a escola em torno de R$ 15.000,00, faltou administração para saber para onde foram os outros R$ 35.000,00, ou seja, a solução para mim não seria congelar ou até diminuir a verba dessa escola.
    Obrigado pelo comentário meu amigo!

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    1. Então, Diogo, os investimentos não serão congelados e nem irão sofrer cortes como ocorreram no governo Dilma, por exemplo, eles serão reajustados de acordo com a inflação do período, ou seja, estará sempre aumentando ano a ano, mas dentro de um limite para que não seja gasto aquilo que não temos. Também é bom lembrar que a maioria dos investimentos em educação são de responsabilidade dos governos estaduais e das prefeituras, que não serão atingidas pela PEC. Abraço!

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